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24 de abril de 2014

Quinta Stylist – Década de 20

A moda é cíclica uma peça que você não gosta hoje pode te encantar no futuro. Os vestidos de franjas, os vestidos sem marcação na cintura, os chapéus, o colar de pérolas, os cortes curtos super modernos. Você sabe de onde vieram? Simples lá de 1920, foi nessa década que ganhamos essas peças tão importantes no vestuário.

Na década de 20 as mulheres ganham o direito de mostrar as pernas com vestidos curtos, uma parte do colo e as costas ficavam à mostra. Os lábios também ganharam vivacidade com os batons carmins e passados em forma de coração, já os olhos ganham esfumados marcados de preto. Os estilistas de destaque das celebridades foram Coco Chanel e Jean Patou.

O tecido mais visto nas ruas e nos filmes era a seda. As meias em tons de bege e o chapéu com o modelo "cloche", só podia ser usado com os cabelos curtos. O biótipo desejado era de mulheres sem curvas, sem seios e com quadris pequenos.

Em 1927 a estilista Coco Chanel traz para moda peças com cortes retos, capas, blazers, cardigans, colares de pérolas e boinas. Outro grande estilista foi Jean Patou que teve destaque com a linha "sportswear", criou coleções para a estrela do tênis Suzanne Lenglen, que as usava dentro e fora das quadras e suas roupas de banho revolucionaram a moda praia.

A bolsa na década de 20 foi a estilo carteira, tanto para o dia como para noite. Com uma superfície plana permitia aplicações de bordados ou estampas. Os sapatos com linhas geométricas, tiras no peito do pé, recortes, cortes e aberturas, combinando com saltos, médios ou altos, mas nunca finos.

Veja mais imagens da década de 20 na minha página no Polyvore (aqui)

Imagens: Google Imagens

24 de março de 2011

Quinta Stylist – Coco Chanel

"A moda não é uma arte, é um negócio". (Coco Chanel)

Antes de Coco Chanel a maioria das mulheres escondia as pernas só usavam cabelos compridos, roupas apertadas e jóias verdadeiras. Mas Coco nos deu a liberdade das saias, calças, das pérolas falsas e dos amados tailleurs. Aos vestidos sóbrios, acrescentava acessórios exóticos, como gravatas e paletós, que ia buscar no armário do companheiro. Coco tinha verdadeiro horror aos babados, plumas e rendas que ornavam o guarda-roupa feminino. No cabeleireiro, um corte chanel sempre significa fios retos, que não ultrapassem o limite do queixo. Já o sapato chanel é aquele scarpin bicolor, com o bico em um tom diferente do resto. Há, ainda, a clássica bolsa chanel, que as mulheres penduram no ombro, graças a uma corrente dourada, fazendo as vezes de alça.

Mas como foi a vida de Coco Chanel?
Gabrielle Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de agosto de 1883 - Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa e uma mulher à frente do seu tempo. Seu apelido é devido a uma música que Coco cantava com sua irmã. A música "Quem viu Coco no Trocadero?" ("Qui qu'a vu Coco dans l'Trocadéro?"). Por volta de 1910 em Paris Coco conheceu o grande amor da sua vida. O milionário inglês Arthur Capel ajudou-a a abrir a sua primeira loja de chapéus. A loja Chanel iria tornar-se num sucesso e apareceria nas revistas de moda mais famosas de Paris. Com este relacionamento, Chanel aprendeu a frequentar o meio sofisticado da Cidade Luz. Capel meses mais tarde morreu num desastre de carro. Depois da morte de Capel, Chanel abriu a primeira casa de costura. Nessa começou a vender roupas desportivas para ir à praia e para montar a cavalo. Pioneira também inventou as primeiras calças femininas. No início dos anos 20, Chanel conheceu e apaixonou-se por um príncipe russo, Dimitri Pavlovich. Essa relação a fez desenhar roupas com bordados do folclore russo e, para isso, contratou 20 bordadeiras. Neste período, Chanel conheceu muitos artistas importantes, tais como Pablo Picasso, Luchino Visconti e Greta Garbo.
Suas roupas vestiam as atrizes de Hollywood e seu estilo ditava moda em todo o mundo. Os seus tailleurs são referência até hoje. Em 1921, criou o perfume que a iria converter numa grande celebridade por todo mundo, o Chanel Nº 5. Durante a Segunda Guerra Mundial, Chanel fechou a casa e envolveu-se romanticamente com um oficial alemão. No final da guerra, os franceses conceituaram este romance mal e deixaram de frequentar a sua casa. Para manter a casa aberta, Chanel começou a vender suas roupas para o outro lado do Atlântico e foi morar na Suíça. Depois voltou a morar na França onde faleceu em 1971 no Hôtel Ritz Paris. O seu funeral foi assistido por centenas de pessoas que levaram as suas roupas em sinal de homenagem.

A marca hoje é comandada por Karl Lagerfeld, que continua no mesmo padrão de Coco e cuida muito bem do acervo que ela deixou.
Se tiver mais curiosidade sugiro o filme Coco antes de chanel que retrata a biografia da estilista, interpretado por Audrey Tautou.